Foto by Fernando Campanella
(... Promessas de novas proles não se cumpriam
que os ninhos eram cinzas por palhas
e os ovos um a um derretiam...)*
Também já senti em minha alma
como nos livros sagrados
a destruição por incluso fogo,
um apocalipse, uma noite
sem as fímbrias das nascentes,
sem os arautos da manhã.
E em cinzas, um fantasma,
um pesadelo deambulante,
me exauri, me desfiz.
Mas algo como um sopro,
de tuas entranhas, Amor,
sussurrou-me, então,
que eu não estava morto.
Fernando Campanella
*Trecho do poema 'Parque das Emas'
de minha autoria escrito em 1989.
Linda foto, lindo poema. Lindo e intrigante - quem está morto? Que exaustão terrível! De quem? Mas o final - desta pequena parte - explica: o poema é um hino ao amor, que não morre nem deixa morrer.
ResponderExcluirUm grande abraço.
O amor é sempre um sopro de vida!
ResponderExcluirÓtimo final de semana
abraço