esta tarde evoca outras tardes de eus pregressos dispersos em viagem tarde inconsútil, abstrata... (o homem abraça o poeta e a memória se espelha em linguagem) Fernando Campanella
Dobrei o labirinto e lá ele estava, assente, como um farol. Não indaguei como nem quis saber porquês. Melhor que as belezas aconteçam assim - um engaste do tempo - zênite em mim.
Aquela senhora tem um piano Que é agradável mas não é o correr dos rios Nem o murmúrio que as árvores fazem... (Alberto Caeiro)
Aquela senhora toca um piano na tarde, as teclas ágeis ondulando em mimos, em vibrantes sinos delicados. Imersos cada qual em sua história, de repente uma sintonia nos toma, uma arte - um rio profundo sem corte, um outro azul que nos sonha.
Graças, por todo pão e mistério pela palavra soerguida pela poesia pela vida sobre a vida.
Fernando Campanella
(Graças também pela bem-aventurança nas epifanias, pela oração das imagens também soerguidas pela poesia.)*
Marcantonio Costa
*Meus agradecimentos aos poetas amigos do Facebook Adriano Winter, que meu inspirou o título "Deo Gratias" , e Marcantonio Costa, cujo comentário transcrevi acima.
Sempre ouvi dizer que poetas têm um solitário destino. (A solidão ora enlouquece ora floresce) Não sei: ser poeta é minha sina ou busco a poesia que a solidão me atina. Fernando Campanella, 1993.