quinta-feira, 19 de março de 2009

NINFÉIAS


Foto by Fernando Campanella

Eu vou aonde as nuvens
de impossíveis tons se embriagam,
eu nado onde aquáticos leques
se irisam em sonhos
e por arte do encanto se dissolvem.

Eu furto cores,
clico roxos que se miram
em espelhos que me expandem.

Bebo a luz, traço a alma,
eu sou o impressionista ambulante.

Então nem me perguntes
por quais cambiantes geografias me espalho:
meus olhos são câmeras mimadas
meus pincéis são artífices do instante.

Fernando Campanella

4 comentários:

  1. Parabéns poeta! Pedras preciosas que postates aqui, teu poema é algo q dispensa maiores comentários, a matéria sobre Monet está maravilhosa, assim como as imagens! Teu blogger esttá perfeito. Repito sem cansar, a safra está cada vez melhor!!! Abraço...

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  2. Este poema fecha esta série impressionista com chave de ouro. Lindo!

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  3. Muito obrigado a vcs, meus amigos Antonio e Flor. Adoro a visita que fazem, dando o maior incentivo e força ao que escrevo, ao que crio. Na solidão da criação a visita de vcs é uma bênção. Muito obrigado.

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